Estar suspenso do chão sobre os limites de cadeiras dependuradas foi a condição proposta pelos intérpretes, a partir da qual reconstroem lugares e situações. Neste espetáculo, as referências espaciais habitualmente dadas pelo chão e pela verticalidade do corpo, são substituídas pelos planos de uma cadeira dependurada, sem funcionalidade, à beira da vertigem. Os atores constroem caminhos dentro de uma estrutura metálica treliçada, povoada por cordas e pontes de madeira. A iluminação, o figurino e a trilha sonora reforçam a sensação de que flutuam, objetos, corpos, roupas, linhas, e o próprio chão, atuando como elementos em cena e propondo estímulos.
Estados de espírito, devaneios, fantasias. Instabilidade e equilíbrio. A fragilidade das relações humanas. Com uma gestualidade de movimentos circulares, “Pouco Acima” focaliza a condição humana numa procura incessante por uma ação no mundo, num embate permanente com as leis da gravidade, onde atores e espectadores passam sem os pés no chão.
Ficha Técnica
DIREÇÃO: Sérgio Penna e Ana Virgínia Guimarães;
BAILARINOS: Lourenço Marques, Patrícia Manata , Roberta Manata e Tana Guimarães;
TRILHA SONORA: Lenis Rino;
CAPTAÇÕES E EDIÇÃO: André Cabelo/ Tiago Macedo;
CENOGRAFIA: Rodrigo Borges e Maurício Leonard;
EXECUÇÃO DA ESTRUTURA: Perfinaço;
ENGENHEIRO: Ivan Fabrini;
RESOLUÇÕES TÉCNICAS: Lourenço Marques;
ILUMINAÇÃO: Cristiano Araújo;
PRODUÇÃO: Patrícia Manata